sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Migalhas

35/50... e este foi meu resultado no concurso da Cetesb SP.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Prelúdio

Eu sem você não tenho porquê
Porque sem você não sei nem chorar
Sou chama sem luz, jardim sem luar
Luar sem amor, amor sem se dar

Eu sem você sou só desamor
Um barco sem mar, um campo sem flor
Tristeza que vai, tristeza que vem
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

Ah, que saudade
Que vontade de ver renascer nossa vida
Volta, querida
Os meus braços precisam dos teus
Teus braços precisam dos meus

Estou tão sozinho
Tenho os olhos cansados de olhar para o além
Vem ver a vida
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém


[É o que sinto.]

domingo, 13 de dezembro de 2009

American Dream

Vou lhes dizer uma coisa;estou abandonado na vala da amargura.É isso mesmo. Deus, se tendes piedade, eu a suplico. Um sonho. Eu otenho. Eu agirei por ele. Mas Deus, cadê você enquanto isso? Medeixar neste estado que estou, tão desgraçado e envergonhado demaispra mostrar meu rosto, não vai me ajudar. Vida Americana, sonho americano, eu quero ir e retornar de lá capaz de reatar com meu amor.Esse é meu apelo, dai-me tranquilidade, sabedoria e sorte pra alcançarmeu sonho.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Harmonicamente Social

Começo dizendo que o título é pura mentira, é mera alusão ao fato de que passei a encenar melhor. Um sorriso(vazio), quando na verdade se quer uma briga, um olhar insinuante, quando na verdade se quer brincar. O ponto e o contraponto, a farsa e a verdade vistas por um ângulo um tanto quanto obtuso e surpreendente. A propósito, acabo de me lembrar e acho válido interpôr ao texto; psicologia reversa nem sempre funciona. Sigamos com o sarcasmo, porque a ironia já não faz o meu feitio. Se a sua verdade consiste no orgasmo- ótimo, já podemos conversar, e ao menos seremos sinceros. A sociedade e o modo como se estrutura; a vida condenada aos pilares burgueses de família, trabalho e igreja me enojam, assim como as relações entre os indivíduos, incluindo os alternativos à cada questão específica. Claro, não serei leviano em generalizar, mas enfim... Por que não um pouco mais de excitação? E que fique claro, agora só o orgasmo me importa, e que vá pro inferno o "eu te amo".

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Meds

Eu estava sozinho, em queda livre
tentando da minha melhor forma não esquecer
o que aconteceu a nós
o que aconteceu comigo
o que aconteceu quando deixei isso escapar
eu estava confuso pelas forças que haviam
esquecendo nomes e rostos os passantes
olhavam para mim
como se pudessem me apagar
baby, você se esqueceu de tomar seus remédios?
eu estava sozinho olhando por sobre a beira do abismo
tentando da minha melhor maneira não esquecer
todas as formas de alegria
todas as formas de júbilo
e nossa heróica promessa
o que poderia importar para nós
o que poderia importar para mim
e suas consequências
eu estava confuso com os pássaros e as abelhas
esquecendo se eu compreendia isso
baby, você se esqueceu de tomar seus remédios?
sexo, drogas e as complicações
baby, você se esqueceu de tomar seus remédios?
eu estava sozinho, em queda livre
tentando da minha melhor forma não esquecer

Pós Internação

Inicio a ladainha desta noite com o seguinte ditado; "Aonde há uma vontade; há um caminho." Oh Deus, se tu existes, interceda pelo meu sonho. Pois bem, tudo começou com uma singela visita ao meu psiquiatra, um senhor muito "legal", eu mal havia aberto a boca para exemplificar meu quadro, e os dedos dele já trabalhavam ferozmente com a caneta. Em poucos minutos agonizantes, o médico se levantou da cadeira, ergueu a mão que segurava um papel e disse: "Você é bipolar e está em crise, seu caso é emergencial e requer uma internação...". Oh Deus, se tu existes, interceda pelo meu sonho. E assim, como quem não pede, mas nasce, após um fim de semana deveras abusivo e promíscuo, dei entrada em Saint Roman. O hospício parecia um spa, havia piscina, sinuca, tv...digo; parecia, porque eles dopavam a maioria dos internos, inclusive eu. A princípio me mantive quieto, precisava sondar o recinto primeiro, até que aos poucos fiz "amizade" com os enfermeiros do plantão noturno, com uma francesa sob suspeita de esquizofrenia, com uma mimada garota deprimida, e com toda a ala de dependentes químicos, que pra mim, não tinham grandes problemas. Oh Deus, se tu existes, interceda pelo meu sonho. Houve um motivo que me levou à Saint Roman, o tempo que fiquei lá não importa, aprendi coisas novas e que não se aprende noutro lugar, e agora, eu só espero poder rever o meu sentimento retribuído. A saudade está me matando, e as lágrimas já custam a sair pelos olhos. Eu tenho uma vontade enorme, e não vejo o caminho para alcançar meu sonho. Oh Deus, se tu existes, interceda pelo meu sonho.

[Lady Gaga- Bad Romance]
Rah-rah-ah-ah-ah!
Mum-mum-mum-mum-mah!
GaGa-oo-la-la!
Quero seu romance mau
Eu quero o seu pavor
Eu quero o seu design
Porque você é um criminoso,
contanto que seja meu
Eu quero o seu amor
Amor, amor, amor
Eu quero o seu amor
Eu quero sua obsessão,
O seu adesivo vertiginoso
Quero você no meu quarto
Quando você está doente
Eu quero o seu amor,
Amor, amor, amor
Eu quero o seu amor.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Help

Estou angustiado. Tenho que estudar horrores pra concursos públicos, até que chegue um belo dia em que eu passe num deles.Tenho recebido visitas constantes no meu orkut, por parte do ex, e tipo, a finalidade disso (se é que há) eu não sei, porque já fui bloqueado por ele no msn. Por que ele não vai embora de vez? Por que entrar no meu profile? Porra, tô perdido e a espera do que "pode acontecer" me deixa transtornado. Acho que nasci só pra me foder mesmo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Foda-se

Alguém me mata por favor!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Madrugada 10/10

Acho que nunca tive uma noite tão aflita como essa. Estou explodindo de ansiedade, esta que pode resultar em positividade ou negatividade, embora as cartas, que não mentem( é necessário acreditar em algo), apontaram para a realização do meu desejo.
Deus, dentro de algumas horas será definido um caminho para minha vida, essa espera me deixa agoniado demais, e não há cigarro que me acalme agora. Não sei o que usar a meu favor. Se penso que tudo dará certo, logo depois vem a ideia da possível e drástica frustração; e se penso que tudo dará errado, aumenta desde já o meu sofrimento atual. Tê-lo ou não tê-lo; eis a questão. O concurso ainda paira sob minha cabeça, mas sei lá, está em segundo plano e não me aflige. Acabei de ligar o som aqui do quarto do hotel, tá tocando "Sweet Dreams" remix, adoro essa música e ela calhou bem com o momento... Ai puta que pariu! A madrugada vai avançando e o sono não chega!E eu às vésperas de me tornar o novo Oficial de Justiça de SP, ou não. E eu às vésperas de não ter meu namorado de volta, ou sim. Deus, só você sabe o quanto eu imploro por esse "sim", mas já não importa, eu só preciso de uma resposta categórica. Ajude-me, por favor, eu preciso de alguma ajuda. Esse é um plano diferente de todos os outros; não permita que falhe. Eu suplico...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cartas

É, eu sempre estive em pedaços
até que houve um dia em que estive por inteiro
não adianta o quanto eu tente,
só os mortos são insubstituíveis
porque o resto é descartável.

Como se poderia tirar uma carta
que já não está no baralho?
Sussurre em meu ouvido
só o que me interessa...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Batimentos

Os dias estão passando devagar
Enquanto meus batimentos aceleram
e o tempo vai se esgotando aos poucos
Oh querido, lembre-se dos momentos divinos
lembre-se que em meio às lágrimas você disse
"Eu te amo"
E agora, embora perturbado me concentro
e pergunto: Como você pôde ser tão leviano comigo?
Vou lhe dizer em breve
onde a verdade reside
Eu sou o centro do universo
e você é apenas a estrela que ainda brilha
Oh querido, por mais que você possa dizer "não"
e que cancele meu castelo de sonhos
Ainda me resta o consolo
De nunca ter te amado tanto quanto disse
E agora eu vou lhe dar algo assustador
Eu vou provar ao mundo que eu
não jogo minhas palavras ao vento.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Eu e Maysa

Estou só, frio e descrente. Receio que Deus não consiga me achar. Já faz algumas semanas que venho estudando em níveis excessivos, talvez, apenas mais uma forma de alienar-me de outros pensamentos que me rondam. Assim como à Augusto dos Anjos; ninguém assistiu ao enterro da minha última quimera. Por hora, agradeço por ainda estar respirando... após a explosão da bomba atômica que me foi presenteada. Saudade até que é bom, melhor do que caminhar sozinho, mas estou velho demais para me dar ao luxo de ficar perdido. Existe um projeto de vida, ah sim, ele resiste e persiste, apenas sob nova forma. Ora, Maysa tem me informado constantemente que meu mundo caiu, mas adoro sentar com ela numa mesa de bar; pedimos wisky, cigarro e expomos de algum jeito nossa podridão interior. Há coisas mais duradouras que o "amor".

Observação

Eu apreendi que tudo muda num segundo, que as relações são todas sazonais, que uma mendiga possui uma educação mais sofisticada que de um play boy idiota, que provavelmente você será usado enquanto for interessante e jogado fora assim que os obstáculos se apresentarem, a perceber que o tempo passa mesmo, que sua família vai morrer pouco a pouco, que o dinheiro compra quase tudo, e o que não compra é semi dispensável, já que é tão volátil e induz à baixas emocionais e/ou psicológicas, que os conselhos sensatos não são capazes de abafar um sonho prematuro, que a razão está sob a tênue linha da loucura (aparente) e da lucidez, e que os sentimentos estão apoiados num tabuleiro que se inverte a todo instante, além de declarar estar de acordo com a frase; "Uma mentira repetida mil vezes, vira verdade." (Goebbels, Ministro da propaganda Nazista)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A mulher

Avistei uma mulher roubando ração de gatos, na rua
E ela mastigou e pareceu feliz... Deus, onde você está?
Ela tinha um sorriso confortante, embora os dentes estivessem maltratados
E o rosto já apresentava sinais de uma caveira
Uma saia preta de renda antiga
Uma camisa social branca, adornada com babados
Um par de sapatilhas, outrora, talvez de valor
E um lenço vermelho amarrado ao pescoço
Seria um amor a causa da decadência?
Embora "louca", ela exauria a pose de uma aristocrata
Ela poderia dar boas aulas de educação aos play boys
Devolva-lhe os tempos de ouro
Devolva-lhe os tempos de ouro
Oh Deus, se você está aí, devolva-lhe agora
Porquê não vejo sentido em pena
... Ela parecia mais feliz que eu.


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Amy?

Oh God, Amy deve ser a próxima a morrer
Eu sei que não sou boa coisa
mas desperto coisas indescritivelmente boas
(Yeah, humildade é pros fracos!)
E eu sei que nunca quis baixar meu ego
Talvez Amy não seja a próxima a morrer
Minhas três tias-avós, viúvas de idade avançada
Oh baby, elas dariam toda a grana que têm
pra serem novas e casarem comigo
Pena eu não gostar de garotas
Pena eu não gostar de garotas
(Elas sentem-se mal com isso)
Lamento não saber onde está a verdade
mas os passantes da vida me perguntaram
(Rapaz, como você pôde abandonar um deus?)
E eu respondi que apenas
Não busco aparência e drogas, somente.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Eighth Floor

As trevas que me rondavam
agora são margens de um oceano de luz
este é um tempo onde duvidar da fé
é mais grave que um crime

Estou trancafiado num apartamento vazio
e a todo momento em que me sinto só
pulo do oitavo andar e vôo em sua direção

Que diabos estou fazendo aqui?
este definitivamente não é o meu lugar
há veneno entre o cigarro e o copo
há pecado nas coisas que você diz não poder controlar
porém até na guerra há soro e compreensão

Estou trancafiado num apartamento vazio
e a todo momento em que me sinto só
pulo do oitavo andar e vôo em sua direção

Você está acusado de roubo
e embora eu tenha o direito de posse
quero que meu coração permaneça com você
Segure-me firme, domine tudo o que tenho
eu preciso ao menos sentir sua presença

Estou trancafiado num apartamento vazio
e a todo momento em que me sinto só
jogo minha dor pelo oitavo andar.

O véu

A noite é como um véu que encobre minha janela
e eu não consigo ver nada lá fora
e mesmo que pudesse tudo estaria difuso
eu não tenho apenas um cadeado sobre o peito

oh rapaz, eu lamento caso isso lhe incomode
mas você será pra sempre meu
se isso é sufoco, então eu posso parar querido
embora eu tenha uma leve impressão
que isso também não vai ser bom pra você

transborde de amor, não cogito ir embora
eu não fui pra sua cama pra assistir um curta metragem
e à toda fase ruim que vier, eu vou sorrir pro diabo
você sabe que eu não sou boa coisa
mas junto de você, sou detentor da melhor coisa da vida
você está decidido a ir em frente?

Plataforma

Rowe: cheguei em casa quase agora, e foi uma sensação tão estranha, parece que me acostumei com a vida em dois, sair com vc, dividir um box de cigarro com vc, ja estava me acostumando, parece que voltei incompleto.

Carlos, definitivamente eu te amo, com todas minhas forças e quero que vc fique comigo pra sempre... Beijo meu amor!

Molko: essa madrugada eu vi e senti coisas que nunca haviam acontecido antes... não consegui dormir na viagem, fiquei olhando pela janela e observei que a lua estava aparecendo exatamente pela metade, um dos lados num tom dourado e o outro difuso na escuridão... engraçado, foi uma representação perfeita de como estava o meu eu. sabe, não era necessário eu ir até aí para constatar ou confirmar qualquer coisa, aliás essa não foi a intenção, porque desde o segundo em que eu peguei um telefone, desesperado pelo seu medo, louco pelos meus planos, dominado de forma única pela minha alma, chorando e disse: "eu te amo.", eu já estava absolutamente convencido de que você é o amor da minha vida, e que eu não irei medir esforços para ficarmos juntos pra sempre. amor, nós fomos escolhidos à dedo pra sermos felizes, seja lá por quem for, a maioria das pessoas apenas viverão e jamais encontrarão a outra parte.

Felipe, eu te amo com todas as minhas forças, meu amor, meu namorado, meu homem, minha vida.

Convicção leonina

You ask yourself what do you know?
I know I'll always love you, baby
And you ask me how I feel about you (and I'll tell you)
I know I'll always love you
Can there ever be any guarantees in life?
Tell me, Oh tell me

You ask yourself what do you know?
I know I'll always love you, baby
And you ask me how I feel about you
(And you'll see, you'll see I'll make our dream)
I know I'll always love you.

Sweet Dreams

Sweet dreams are made of these
Who am I to disagree?
I travel the world and the seven seas
everybody's looking for something
some of them want to use you
some of them wanna get used by you
some of them want to abuse you
some of them want to be abused

I wanna use you
and abuse you
I wanna know what's inside you

I wanna to be used by you
and abused by you
I wanna to show you what's inside of me.

Eu te amo.

Indescritível

Rowe: É HOJE AMOR!
10 DE JUNHO DE 2009
DATA QUE FICARÁ MARCADA PRA SEMPRE
TE AMOOOOOOOOOOOO
Molko: 10 de junho de 2009; é hoje que tudo começa de fato. ai meu amor, nem consegui dormir direito essa noite. estou tão feliz! agora vou sair da internet, ainda tenho que resolver algumas coisas. e possivelmente quando vc ler isso, já vou estar do seu lado. EU AMO VC, MINHA VIDA!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Courtney

(Escrevi essa música hoje.
Destino à você, meu amor.)

Courtney preparou uma bomba atômica
E eu me sinto ameaçado neste inverno insano
A cada dia que abro os olhos e vejo o horizonte
Sei que o pior pode acontecer.
Ohhh Courtney
O diabo me traiu no pacto
Como pude deixar você fazer isso comigo?

Há fantasmas rondando pela noite
E eles sabem perturbar minha alma como ninguém
Eu acendo um cigarro depressa
Na esperança ingênua de iluminar meu caminho.
Ohhh Courtney
O diabo tenta me confundir
Você quer mesmo seguir ao meu lado?

O destino realizou sua última jogada
Courtney, você me presenteou com uma bomba atômica
Desço do meu trono em completo desespero
E rastejo atrás do meu coração radioativo.
Ohhh Courtney
O diabo quer me matar
Você jura amor a esse príncipe decadente?

Courtney preparou uma bomba atômica
Mas eu me sinto protegido nessa onda radioativa
O diabo é como um átomo de areia
A cada dia que abro os olhos e vejo o horizonte
Sei que o melhor vai acontecer.

sábado, 9 de maio de 2009

Estarei

(Esse texto foi escrito pra mim
pela pessoa que eu sinto
pela primeira e única vez;
O amor.)

Há um fatasma andando pela rua
E eu quero fugir de tudo aquilo
Há um fantasma na minha cama, e eu estou sozinho agora
Eu conheci todos os hotéis, eu conheci todo o inferno
Não há nada que eu não tenha feito
Não há ninguém que eu não tenha tido

E eu me conheço bem, e o diabo fala comigo
E ele me teve dizendo que eu estou tão vazio
Eu apenas disse "Me desculpe você nunca fará isso de novo"

E eu vivo numa caixa
E eu morro neste buraco
E você segura as chaves para a cela
E eu não quero ir
Mas não posso ficar, e não depende de mim
Depende de você

E em todas as festas de amanhã, eu não estarei em nenhuma
E quando você começar a sentir minha falta
Eu pegarei minha arma
É dia dos Namorados de novo, e não há nada aqui pra mim

Você estaria lá quando as luzes se apagarem?
Você estaria lá quando o teto desabasse?
Você estaria lá quando o Diabo viesse para mim?
Você estaria lá quando as luzes fossem negras e vazias?
Você estaria lá quando o Diabo me levasse para debaixo da terra?

Você estaria lá quando a noite, permanecesse noite por todo o ano?
Você estaria lá no gelo e no frio e se congelaria?
Você estaria aqui em qualquer momento
Quando eu estivesse ajoelhado?

[It's not the side-effects of the cocaine
I'm thinking that it must be love] Oh yeah! It's right!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Evidência

Fique a vontade meu bem
Sinta vontade de ficar
Não tenha pressa
Quem sabe comigo
É o seu lugar

Mas se tiver de ir
Vê se não vai assim, sem mim
Deixa a dor pra depois
Vamos nos amar, temos tempo
Chega de prantos, sem chorar

Não fique a vontade meu bem
Me mostra tua coragem
Vai e leve tudo de mim
Apague os passos da estrada
Tente se lembrar
Daquele seu tempo
Que era tão fácil dizer amar

Diz que quando eu for embora
Sempre vai me procurar
Não que eu queira
Pois continuo a te amar
E em cada estação
Em que eu não puder estar
Leva essa saudade
Enquanto não posso te levar

E no fim desse sufoco
Espero contar com a sorte
Se ela existe, então que nem a morte
Possa nos separar.

*Tudo vai ficar bem.*

Veneno

Dos 7 pecados capitais
não existe um, que eu não tenha cometido
Ultrajando da luxúria à inveja
Eu crio o meu próprio veneno

Por esses atalhos e trilhas
Embaralho tudo e me perco do caminho
Transponho minhas limitações
Enveneno todos os meus sentidos

*Luto pela felicidade
Me indigno, mas figuro ameno
O que liquida a minha vida
É o meu próprio veneno...

Noites Difusas

(Escrevi já faz um tempo. Era apenas uma questão de tempo...)
Os dias se passaram...

O sol mal havia perecido
E a lua ameaçadora já dominava os céus
Uma história de amor secular
Forjou meu platonismo
Me perdi por entre as linhas da ilusão
Eu aboli a doutrina do conservadorismo

Alguns dias a mais...

A lua retornou sob nova faceta
A maré que baixou, fez-me disparar feito um cometa
O santuário perdido, eu ainda ei de encontrar
Diante de nova perspectiva, tudo tende a girar

O fim e início dos dias...

sábado, 2 de maio de 2009

O gato

Dentro em meu cérebro vai e vem
Como se a sua casa fosse
Um belo gato, forte e doce.
Quando ele mia, mal a quem
Lhe ouça o fugaz timbre discreto;
Seja serena ou iracunda,
Soa-lhe a voz rica e profunda.
Eis seu encanto mais secreto.
Essa voz que se infiltra e afina
Em meu recesso mais umbroso
Me enche qual verso numeroso
E como um filtro me ilumina.
Os piores males ele embala
E os êxtases todos oferta;
Para enunciar a frase certa,
Não é com palavras que fala.
Não, não existe arco que morda
Meu coração, nobre instrumento,
Ou faça com tal sentimento
Vibrar-lhe a mais sensível corda
Que a tua voz, ó misterioso
Gato de místico veludo,
Em que, como um anjo, tudo
É tão sutil quanto gracioso!

(Baudelaire)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Mensagem

"Boa noite meu amor, vc tá bem? Eu pensei em vc o dia todo. Eu te amo!"

Sinto-me nu. A armadura evaporou. A espada está caída no chão. Não estava preparado pra isso.
Mas como vocês já sabem, eu só abandono uma causa, quando deixa de me interessar. Definitivamente este não é o caso; não pode ser mais um caso. Eu nunca, nunca, senti algo tão intenso por uma pessoa! Por hora, estou indisponível pra todos vocês, e o depois, vai depender do Mr. Rowe. Eu te amo baby!

Meu doce príncipe
Nunca pensei que você me faria transpirar
Nunca pensei que eu faria o mesmo
Nunca pensei que eu me encheria de prazer
Nunca pensei que me sentiria tão envergonhado

Eu e o dragão, podemos mandar toda o dor embora
Então antes de eu acabar meu dia... lembre:
Meu doce príncipe, você é o único
Meu doce príncipe, você é o único

Nunca pensei que eu teria que retrair
Nunca pensei que eu teria que conter-me
Nunca pensei que isso poderia voltar em fogo
Fechar o buraco na minha veia

Eu e meu valioso amigo, podemos fixar toda a dor pra longe
Então antes de eu acabar meu dia... lembre:
Meu doce príncipe, você é o único
Meu doce príncipe, você é o único
Você era o único

Nunca pensei que eu poderia chegar tão alto
Nunca pensei que você iria fuder com o meu cérebro
Nunca pensei que isso poderia avançar
Nunca pensei que você iria quebrar as correntes

Eu e meu querido, costumávamos mandar toda a dor pra longe
Então antes de acabar com o meu dia...lembre:
Meu doce príncipe, você é o único
Meu doce príncipe, você é o único
Você é o único...

Crimes Passionais

Quando você colocar sua mão no fogo
Nunca mais será o mesmo
Existe uma certa satisfação; na dor
Posso ver você entender
Posso te dizer que você já não é o mesmo
Se você está com medo, vamos superá-lo
Eu só machuco aqueles que amo
Muitas milhas, por muitas estradas eu viajei

Caindo pelo caminho
Muitos corações, alguns anos se passaram
Me trazendo para hoje

Crimes passionais
me dão uma doce reação
Oh, crimes passionais
me dão tanta satisfação

Eu sou o demônio disfarçado.

Baby

(Escrevi essa música sem querer, mas não é sem querer, o meu amor.)

Na madrugada, ando sozinho pelas ruas desertas
passos vacilantes não são a causa do meu desequilíbrio
(Baby, eu sei que você pode)
Viro a esquina, existem várias putinhas da zona sul
Na escuridão da mente insana
é sempre bom manter contato com a escória
(Baby, isso é tão perigoso)
Turbilhão de pensamentos, furacão de sensações
A droga já não consegue suprir a carência
Acendo meus cigarros, na esperança de nos iluminar
(Baby, eu sou capaz de tudo)
Meu império está em queda
A coroa treme, e as espadas decapitam
Não vá e me deixe, e por favor, não deixe-me cego
(Baby, eu te amo.)

Battle for the sun

A volta da prole aos braços maternos. Valha-me Deus, é ridículo presenciar certos fatos. Mediante o desnecessário, penso no que devo e tudo rui. A mão que afaga, é a mesma que vareja a pedra, e que no turbilhão da verdade, não se dá conta do telhado de vidro sangüíneo. Ó ironia, tardas mas não falha, e a justiça miserável, do banquete só come a migalha. O cinzeiro de aflições curtas, transborda num pesar cretino, olho pro lado e me assusto, pois a decepção está sob velha forma. A cega confiança, que de Napoleão deixou apenas a ossada, sucumbiu à impetuosidade das palavras erradas. O enforcado já se foi, e ninguém assistiu ao enterro da última quimera. Paro neste momento, largo tudo pra trás, suspiro fundo e contemplo o sol. I will battle for the sun.

Dia após dia

Ébrio temporário, que na bebida busca esquecer, o destino que pelas costas lhe apunhalou. A uma hora dessas, por onde andará seu pensamento? Não se faz perguntas para as quais não se quer resposta. Guardo em mim, pensamentos que mandei pelos ares, intactos, nos mínimos detalhes. Ó Deus, por debaixo da frieza, existe tanta emoção. Tempo ao tempo, deixe-me só, o quê fui, não volto a ser.Dá tempo ao tempo, a saudade será tardia, dá tempo ao tempo, ele corre e não cansa, dá tempo ao tempo, pouco importa o que diz, o que pensa, dá tempo ao tempo, mas saiba que sou mortal, e meu sentimento é fictício. Pagarás por todo o mal que me fizestes, e desta vez, abro mão da vingança.

domingo, 5 de abril de 2009

259

Hoje é o dia do (meu) amor. [Esquadrinhando a escuridão, desvia-se dos obstáculos invisíveis, titubeando por atitudes insanas, a alma fere-se numa complexa rosa vermelha.] À emergência do desfecho, as correntes do desejo e da angústia aprisionam. A cela é pequena e fria. Este, definitivamente, não é o lugar para um rei, ainda que ele jamais tenha tido o poder total investido pela coroa. Esquecido pela glória e traído pela conspiração dos nobres, o rei ainda não curvou-se à mortalidade da forca. Vossa Majestade está doente e deveras magro, frente ao fato, os ardilosos e experientes neurônios fazem o possível para recuperá-lo. As tentativas estão sendo frustradas incessantemente, pois o coração e o cérebro, aparentam não poder resistir por mais muito tempo à eminência de invasão do reino. Lá fora, há um exército homicida de sentimentos, posto à ordem da realeza ameaçada, que por ironia ou não, ainda desconhece o real teor da guerra. As badaladas de um velho sino anunciam a meia noite, o exército, à mando do rei aprisionado em seu próprio castelo, marcha imperiosamente pelos campos escuros, além da forte muralha. De repente, à procura do inimigo algoz, as tropas deparam-se com uma bela rosa vermelha abandonada no chão. O exército evaporou. A muralha caiu. A nobreza sumiu. As correntes cederam. O rei abrigou a rosa no castelo. Hoje é o dia do meu amor (próprio).

domingo, 15 de março de 2009

Baile de Máscaras

[Mentes em sofrimento.] À beira do precipício imparcial da verdade, ou sob a ponta desafiadora da espada da mentira, prossegue o baile de máscaras. Em noite insólita, a música embala os corpos ilesos, abafa a dor que corrói as almas, ilude, engana, disfarça a problemática interior, que anda gritando em seus corações, numa súplica de amor e terror; ao abandono das máscaras. Mentes em sofrimento. A luz do salão se enfraquece, seres precipitam-se em alta velocidade, às mais variadas direções, num clamor exasperado a realização e ao desejo, já tão desnorteados e ainda mascarados, que perdem-se na cadência de seus passos vazios. Mentes em sofrimento. Entre tantos encontros e desencontros, por ventura ou desventura, as máscaras escorregam lentamente, deveras despercebidas pela pouca claridade, e aturdidas cruelmente pelas músicas que tocam ao fundo. Os corpos dançam simulando certezas, com movimentos graciosos que tentam calar a impulsividade contida, movem-se pra lá e pra cá, mas ainda assim, tão mascarados que os pés parecem não pisar o chão. Mentes em sofrimento. De repente, em meio à olhares furtivos e sorrisos maliciosos; a música pára, os movimentos cessam, uma máscara partida, um corpo caído. Alguém sucumbiu ao baile de máscaras. Gradativamente, os presentes começaram a se dispersar, cada qual ainda munido de sua máscara, entretanto, sem que se dessem conta, todas elas estavam rachadas, e aparentavam não poder resistir por mais muito tempo. Mentes em sofrimento.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Cavaleiro de Ferro

I'm happy, I'm feeling glad
I got sunshine, in a bag
I'm useless, but not for long
The future is coming on
I'm happy, I'm feeling glad
I got sunshine, in a bag
I'm useless, but not for long
The future is coming on
It's coming on
It's coming on
It's coming on

Não imaginei que a palavra "desencana" fosse me trazer tantos problemas. Mas enfim, mesmo que por mal, eu terei que forçá-la a prevalecer. Doutrinar o coração à razão...sim, sei que não é fácil, mas quem disse que não gosto de desafios? Dos batimentos cardíacos às palavras pronunciadas. Dos gestos significativos aos relacionamentos terrenos. Eu vou controlar tudo com mãos de ferro, entretanto, existirá uma ressalva.

terça-feira, 10 de março de 2009

Erótico

Acho que vou encontrar outra saída
Tem tanta coisa pra usar ainda
Acho que vou morrer outro dia
Não é a minha hora de partir

Beijando os lábios de outras pessoas
Fumei muitos cigarros hoje
Não sou feliz quando ajo desse jeito
Algo aconteceu e eu não posso voltar
Você não pode depender de outra pessoa para te fazer feliz

Quando eu estiver no comando e te tratar como criança
Você vai enlouquecer?
Deixe minha boca ir onde ela quiser
Desista, faça o que eu disser
Desista e faça as coisas do meu jeito
Erótico, erótico, coloque suas mãos no meu corpo
Quero te por em um transe, por todos os lados

Não se faça de idiota comigo, eu sei que você conhece o jogo
Espero impacientemente, e sei que a noite é o lobo
Te mostrarei o porquê de ser tão erótico, erótico
Você vai enlouquecer, nós causaremos um corte
Eu vou morrer no dia seguinte à sua morte.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Retratos

Madrugada. Diante de uma insônia desgraçada, resolvi ver minhas fotos de outrora. A cada página virada do álbum; uma nova emoção. À minha porta, bateu a saudade, e meu cérebro recepcionou-a prontamente. É incrível como alguns minutos são capazes de resgatar anos e anos de felicidade e progresso. Injeções de ânimo como essa são de suma importância, principalmente, numa época em que o coração não sabe se acelera, ou se pára de vez...

Oh baby we'll do whatever you like.

All the leaves are brown
And the sky is gray
I've been for a walk
On a winter's day
I'd be safe and warm
If I was in L.A.
California dreaming
On such a winter's day
Stopped into a church
I passed along the way
Well, I got down on my knees
(Got down on my knees)
And I pretend to pray
(I pretend to pray)
You know the preacher likes the cold
(Preacher likes the cold)
He knows I'm gonna stay
(Knows I'm gonna stay)
California dreaming
On such a winter's day.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Matando Robôs

O verso indomável, meu condutor
Sob próprio platonismo, num luto sedutor
O vento cortava-me o cérebro pelo caminho
Eu quero você, comigo sob o lençol de linho
Matando robôs, matando robôs

Girando nos calcanhares, eu avistava robôs
Eles me atacavam com olhares de repúdio
Mal sabiam que aquilo transbordava-me em satisfação
Matando robôs, matando robôs
O líder obsoleto veio me destruir, queria se impôr
O medo jamais abateu meu espírito contraversor
Debochando do próprio ódio e pudor
Eu disparei palavras contra o invasor
Matando robôs, matando robôs
Tentando compreender o quê era dito
Houve um curto circuito no robô maldito
Nenhum outro maquinário ousou se aproximar
Porque a carga sobre um, é suficiente para à todos eliminar.
Matando robôs, matando robôs
Matando robôs... Um dia o sistema cái!
Abaixo, Vossa Santidade: o Papa. Num momento de despojo, entre uma missa e outra.


domingo, 15 de fevereiro de 2009

O Borrão Vermelho

Na cadência de meus passos vazios, avistei ao longe, num borrão vermelho, a paixão que eu tanto quero dedicar. Mediante um tempo implacável e lento, não havia quem me fizesse crer que as coisas acontecem naturalmente, num descarte ao desejo e a obsessão. Horas à finco, busquei desesperadamente uma silhueta pelas ruas, forcei e forjei tantas situações e fatos, sacrifiquei desnecessariamente meu futuro, tudo por tentativas angustiantes, de acertar o alvo visado pelo meu arco. Os meses primaveris me sufocaram a cada segundo, um cigarro era aceso a cada possível encontro, um copo era virado a cada música que tocava, uma raiva era liberada a cada passo indesejável, um sorriso era dado a cada troca de olhares, uma emoção se apoderava de mim a cada procura da outra parte, um corpo ardia como fogo, alastrando suas labaredas no outro a cada minunciosa aproximação, física e mental.
As tempestades de verão vieram.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O Fim da Guerra


Os corpos exaustos da batalha, abandonam-se ao último suspiro. O ruído angustiante das armas, que são arremessadas ao lado dos corpos incandescentes, desfazem a mente, diluem a alma que se esvai num rio. À beira do fim, dissipasse a essência contida em mil anos de silêncio, em meio ao silêncio. No horizonte o dia quer despontar, mas o tempo, aliado da noite, suspende-se para prolongar este momento em que o fogo se impõe a água. No silêncio agitado, escutasse as almas. A Lua, preenche o céu imenso, apagando lentamente o brilho de uma estrela. Revi o desejo e queimei de uma só vez. Tranquei punhados de cinza, de uma sexta-feira 13, último dia de um verão... no inventário da memória. Hoje, não se escuta nada, apenas o som do coração que bate, a um ritmo quase parado.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A Velha Estrada

Aquela velha estrada volta sempre a minha mente
a euforia daquele momento, inusitado e eloqüente
O tempo está correndo, mas dane-se
Eu não me lamento

Descarto o inútil, trago essa sensação
Bebo desse cálice de loucura
Piso oscilando por esse chão

O espírito de insanidade, veio pra ficar
Goste ou não, esse mundo vai parar de girar
Há algo de inexplicável
Existem coisas sem razão

Vou contigo pro inferno,
mas não vou pra lá em vão...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Leitura Astrológica

Abaixo uma das descrições mais bem feitas que eu já li, a respeito do meu campo astrológico.

Serpente, no horóscopo chinês. Geminiano, ascendente em Leão."Esta é uma excelente combinação e pode dar pessoas realmente excepcionais; líderes natos, ambiciosos, atraentes e ótimos oradores. Rápido e enérgico, parece estar bem com todos, mas, na verdade, não está mesmo bem com ninguém. Tende a se afastar das responsabilidades, e seus piores inimigos são a rotina e o tédio. Adora viajar e mudar de ambiente. Essas criaturas idealizam as pessoas, as situações e fazem amigos com muita facilidade, porém só ficam ao lado de quem admiram. Não gostam de limites e quando são privados de alcançarem seus objetivos, a vitalidade leonina destrói o obstáculo. Impetuosos, muitas vezes seus interesses são passageiros, pois acham tudo extremamente estimulante. Os pontos fracos em seu organismo são os pulmões, os braços, as mãos e os ombros, onde descarregam suas ansiedades. Por vezes ficam convencidos e arrogantes. Gostam que seus esforços sejam reconhecidos e geralmente progridem com incentivos construtivos (e não com críticas negativas, que podem estimular a rebeldia). Procuram atingir qualidade e excelência. Nasceram para ocupar uma posição de superioridade, são auto-suficientes, confiantes e não se preocupam com a opinião alheia. São calorosos e sensuais, com a tendência de se tornarem possessivos e conseqüentemente ciumentos. São amantes à moda antiga; românticos e nunca desistem de uma conquista. Querem ser tratados como realeza e quando a glória não se apresenta da forma esperada, tendem a se retirar com raiva. Geralmente esperam algo em troca: querem a adoração e a lealdade das pessoas. Possuem percepção imediatista, excelente poder de expressão e análise, melancólico, sedutor, intuitivo, perfeccionista, vingativo, provocante, sensível, individualista, misterioso, teimoso, sarcástico, perspicaz, sensual.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Fato Consumado

As coisas são simples. E é inserida nesta simplicidade que está a complexidade de tudo. Não me permito aceitar a frase: "Quem tem um sonho não dança.", porque ela faz parte do infinito hall de supostas verdades, que não passam de uma ilusão extremamente agradável e confortante as mentes humanas. No meio do caminho não há uma pedra, há uma cadeia montanhosa que não é impossível de ser transposta, claro que não, entretanto, estabele inúmeros sacrifícios, perdas, custos, abandonos. Quem acredita nem sempre alcança, veridicamente, quase nunca. O negativismo e todas as vertentes que o seguem, não são, lamento informar, uma prova rudimentar de inferioridade, pois são apenas fatos consumados da vida, que após séries cansáveis de frustrações, são aderidos à realidade. O procedimento básico, otimista, às vezes cansa, sabe? Daí surge aquela frase deveras derrotista: "Tem gente que está pior que você.", ora por favor, eu não quero, não devo e não irei me nivelar por baixo. Isso é tudo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O Barco

Num momento de angústia, compús isso:

O tempo está esvaindo-se
Você olha pro relógio; não vai dar tempo
Sim, não vai dar tempo

Guarde teus medos, ponha-se de pé
afeite-se num instante
Corra o mais rápido que puder
O barco pode não lhe esperar

Jogue suas memórias na mala
Algum dia a saudade pode lhe ajudar
Acenda depressa tua vela; é escuridão
E não tens ninguém para lhe iluminar

O tempo está esvaindo-se
Você olha pro relógio; não vai dar tempo
Sim, não vai dar tempo

Passos de agonia pela rua
Sua mente vai entrar em colapso
Você já não sabe onde está

Mas não te demores, o barco partirá

A experiência não vai lhe ajudar
Aquele olhar pode fazer o barco afundar
Com o tempo seu mundo pode acabar
Haverá tempo para você se salvar?
O tempo está esvaindo-se
Você olha pro relógio; não vai dar tempo
Sim, não vai dar tempo...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Provocação Sexual

Ante a suave embriaguez alcoólica
Tu deixa-se bolinar em êxtase
Com a lucidez tão perdida
Que ignora totalmente o tempo.

E enquanto seu corpo é transtornado
Ele implora prazer e o cérebro ordena
A dança dos músculos enlouquecidos
Que intumescem a razão e umedecem os lábios ansiosos.

Inebriados os amantes no ato intensificam a cena
É quando arranhões e mordidas se repetem
Num frenesi ofego e áspero da paixão crescente
E num diálogo de arrulhos eloqüentes que invade o peito.

A seiva flui desde o início inundando
Você busca e explora enquanto acaricia
E seu imenso desejo explode em naturalismo
Até que o sêmen esguiche.

O sono que adorna os corpos suados
Embala o desejo saciado
Que se esconde até que outra vontade o desperte.

Ousadia Verídica

"Eu sou uma putinha. Daquelas mais insuportáveis, da pior espécie; uma sacana do 16ème, o melhor bairro de Paris, e me visto melhor que a sua mulher ou a sua mãe. Se você trabalha num lugar metido, ou é vendedora numa boutique de luxo, com toda certeza gostaria que eu morresse; eu, e todas as minhas iguais. Mas a gente não mata a galinha dos ovos de ouro. De forma que minha espécie irá perdurar e proliferar..."

"Amor, isto é tudo o que a gente encontrou para alienar a depressão pós-cópula, para justificar a fornificação, para consolidar o orgasmo. Ele é a quintessência do Belo, do Bem, do Verdadeiro, que remodela a sua cara escrota, que sublima a sua existência mesquinha. Bom, eu, eu o rejeito. Pratico e louvo o hedonismo mundano, ele me poupa." - Citações do livro: Hell, Paris-75016 -Lolita Pille.

A Máscara

Augusto dos Anjos - A um mascarado

Rasga esta máscara ótima de seda
E atira-a à arca ancestral dos palimpsestos...
É noite, e, à noite, a escândalos e incestos
É natural que o instinto humano acenda!
Sem que te arranquem da garganta queda
A interjeição danada dos protestos,
Hás de engolir, igual a um porco, os restos
Duma comida horrivelmente azeda!
A sucessão de hebdômadas medonhas
Reduzirá os mundos que tu sonhas
Ao microcosmos do ovo primitivo...
E tu mesmo, após a árdua e atra refrega,
Terá somente uma vontade cega
E uma tendência obscura de ser vivo!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O Edifício

As pessoas nascem sozinhas, elas permanecem sozinhas e elas morrem sozinhas. As portas que eram pra estar abertas, lamento dizer a mim mesmo; estão fechadas e trancadas com mil e um segredos diferentes. Eu cansei, na verdade, eu me contentei , em lidar com essa situação. Sou o herdeiro de um legado maldito, todas as lacunas que estão, supostamente, sendo preenchidas, eu já as conheço há muito tempo. Tempo capaz de enlouquecer e matar tudo ao redor. Outro dia, eu sonhei que estava no alto de um edifício, ele parecia ser construído de sobras de outras construções, embora talvez o alicerce pudesse ser forte, as vigas eram tortuosas e frágeis. No topo deste prédio, estava acontecendo uma espécie de palestra, pareciam ser várias turmas num auditório. O orador não me agradava, mesmo eu não tendo visto quem era e muito menos sobre o quê falava. Em determinado momento, alguém do meu lado puxou assunto, e eu, já entediado com tal palestra, dei prosseguimento à conversa. Eu estava me divertindo, aquela distração parecia me fazer esquecer de quê deveria manter o silêncio. Uma mulher que estava de pé, bem próxima, exigiu que ficássemos quietos. A ordem mal pode ser acatada, e o edifício todo estremeceu e começou a cair. A reação foi imediata, não havia tempo pra pensar em nada. (E mesmo que houvesse, o impulso não me permitiria, assim como em várias vezes; pensar.) Corri depressa para a saída de emergência que dava acesso à uma escada, externa ao prédio. A construção ia dissolvendo-se, os gritos de desespero das pessoas era angustiante... a escada armada em ferro parecia papel, a medida que tudo ruía, as soldas desgarravam-se das já inexistentes paredes. Eu pulava vários degraus por vez... a premissa de salvar-me, consumia tudo o quê havia em mim de energia. O cansaço e o medo começou abater-me... de repente, ao meu lado apareceu o ser com quem tanto conversei durante a palestra, estendeu-me a mão, e sem hesitar, retribuí ao gesto. O caos alastrava-se sem piedade, pessoas começavam a se jogar da escada, outras eram pisoteadas... os óbitos estavam sendo assinados, mas eu parecia estar gostando daquela situação, ou apenas da companhia. Em meio à desgraça conseguimos alcançar o chão e, ilesos, nos afastamos o mais rápido possível do desabamento, correndo contra o vento e deixando para trás uma tempestade devastadora. A escada tombou, as vigas se partiram e as pessoas eram apenas corpos.[...] Logo depois acordei, acendi um cigarro e pensei a respeito.

- Música: Protège-Moi - Placebo

domingo, 18 de janeiro de 2009

Ar(i)es Infernais

Poesia de minha autoria. Não espero que lhe agrade.

Existe no universo, até ao mais profano ser, algo pior
que olhar e não poder agarrar, sem ter que devolver?
Devaneios à parte, a mente está deveras confusa
Tal qual uma vida ilusória; amargurada e difusa

Os ares vindos do inferno, ergueram minha muralha
entretanto, por quanto tempo eu ei de perguntar
Aos sucessivos abalos... ela vai suportar?

Jorra sangue em meu calcanhar-de-Aquiles
Na pro eminência de nunca estancar
Estou sendo invadido por um exército de sentimentos
Não me instrua ao norte, porque ésta noite o mundo pára de girar

Estou bailando sob os trilhos, de um velho e condenado trem
Os fantasmas do passado me observam com repúdio
como se já fosse impróprio se dançar assim

Eu ainda não dei por visto, vou rodopiar até cair
beber na fonte de água pura, preciso satisfazer a injúria
E antes do nascer do sol, gozaremos de toda capacidade
Realizada a luxúria, vamos submergir no mar da eternidade...

sábado, 17 de janeiro de 2009

Superficial Superfície

"Tu és fraco, eu sou forte." O protocolo é questionável. Não importa o quanto alguém possa resistir aos ataques da própria mente; tal indivíduo não é estável, não é resistente, quisera sábio. Todavia, não se pode atirar a primeira pedra, porque no acaso do destino, talvez nosso telhado também seja de vidro. A uma hora dessas, me pergunto por onde andará meu pensamento. Eu caí no abismo da solidão, e lá encontrei alguns seres... fui pisando sob cabeças, ignorando sentimentos, destruindo esteriótipos, eu era capaz de tudo para alcançar a superficial, superfície. Francamente, me auto flagelei sem que me desse conta... Algumas pessoas jogaram cordas para mim. Se eu aceitei? A resposta sempre foi um solícito: Não. Mas existe ao menos uma justificativa; no claustro, eu seqüestro a lucidez.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O Mundo Caiu

Meu mundo caiu
E me fez ficar assim
Você conseguiu
E agora diz que tem pena de mim
Não sei se explico bem
Eu nada pedi
Nem a você nem a ninguém
Não fui eu que caí
Sei que você me entendeu
Sei também que não vai se importar
Se meu mundo caiu
Eu que aprenda a levantar.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Solidão Platônica

Dói viver, nada sou que valha ser. Tardo-me porque penso e tudo rui. Tento saber, porque tentar é ser. Longe de isto ser tudo, tudo flui. Mágoa que, indiferente, faz viver. Névoa que, diferente, em tudo influi. O exílio nada do que fui sequer. Ilude, fixa, dá, faz ou possui. Assim, noturno, a áreas indecisas. O prelúdio perdido traz à mente... O que das ilhas mortas foi só brisas[...] Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo... E o meu sentimento é um pensamento vazio. Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam. Todas aquelas de quê me arrependo e me culpo. Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam. Todas aquelas de quê me arrependo e me culpo. Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada, e até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo. Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo. Lá fora há o silêncio dessa coisa toda. Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer. Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir. Sou uma sensação sem pessoa correspondente. Uma abstração de auto consciência, salvo o necessário para sentir consciência, salvo -- sei lá salvo o quê... E as longínquas profundidades do poço, que tantas vezes, pálido, evoquei; com a raiva de amar em alvoroço. Inevoadas hoje, diante de mim estão.
(A seguir, uma poesia minha.)

Outrora, eis uma demasiada felicidade
Que por acaso do destino, ou não
Foi dilapidada e está a sete palmos
Abaixo do chão

As memórias estão se perdendo
Tão fácil quanto meus relacionamentos
Canso de ser a figura, implacável
Preciso de você para minha vida, ser durável

Ardes no inferno... o fogo está quente?
A recíproca falsa, decapita até meu ascendente
Mas não tente desvendar, minha alma calada
Há uma paixão platônica
Há uma vida ameaçada, destrutiva, mal-amada

Afrodite, minha deusa maldita
Teu súdito lhe odeia, de forma excepcional
Vou cravar uma foice em sua aljava
Vou assistir ao seu martírio, do camarote sepulcral

Do meu sorriso debochado, escorrerá veneno
Do meu olhar impetuoso, uma ressalva agonizante
E do desejo sórdido; o beijo de paixão e ódio.

- Música: Tainted Love - Marilyn Manson

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Contos e Crônicas

5:37 AM. Estou escrevendo alguns contos e crônicas, irei postá-los de vez em quando, se der vontade. Abaixo, um dos que comecei a escrever. Divirta-se. (Se puder)

Era um dia cinzento, gélido. Eu havia cansado de tudo; dos mesmos rostos pelas esquinas, dos assuntos e das notícias, das inúmeras relações de hipocrisia. Como um vento que dá e passa, a tarde foi perdida... em meio a tantas devagações e pensamentos, eu joguei um pouco das minhas memórias na mala. Eu tranquei a mala. A iluminação do quarto era deveras fraca, eu mal conseguia guiar-me dentro daquelas quatro paredes, e somada à garrafa de vinho da cabeceira, eu já não podia enxergar mais nada a minha frente... porque não há luz, quando se está no fundo do poço. Desloquei, angustiado, a cortina do quarto, apertei os olhos e foquei no fim da rua: não vinha ninguém. Um emaranhado de sentimentos se apossou da minha alma, o transtorno me dominou, me fez arremessar um artefato contra o espelho, que se fragmentou em múltiplos cacos. Interrompi a histeria, mas ela jurou voltar novamente. Inclinei-me ao chão e fiquei observando cada pedaço quebrado, eles refletiam a rara luz do ambiente, a propagavam em várias direções até que, de repente, um dos raios luminosos atingiu em cheio os meus olhos. E como uma lâmpada que se acende, surgiu um desejo inapagável em minha mente. Levantei e fui me vestir, trajando luto, saí daquela propriedade rumo ao indefinido, ao sedutor, ao tempo, a você... [...]

- Música: Melt - Siouxsie & The Banshees