sábado, 14 de fevereiro de 2009

O Fim da Guerra


Os corpos exaustos da batalha, abandonam-se ao último suspiro. O ruído angustiante das armas, que são arremessadas ao lado dos corpos incandescentes, desfazem a mente, diluem a alma que se esvai num rio. À beira do fim, dissipasse a essência contida em mil anos de silêncio, em meio ao silêncio. No horizonte o dia quer despontar, mas o tempo, aliado da noite, suspende-se para prolongar este momento em que o fogo se impõe a água. No silêncio agitado, escutasse as almas. A Lua, preenche o céu imenso, apagando lentamente o brilho de uma estrela. Revi o desejo e queimei de uma só vez. Tranquei punhados de cinza, de uma sexta-feira 13, último dia de um verão... no inventário da memória. Hoje, não se escuta nada, apenas o som do coração que bate, a um ritmo quase parado.

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