terça-feira, 28 de abril de 2009

Mensagem

"Boa noite meu amor, vc tá bem? Eu pensei em vc o dia todo. Eu te amo!"

Sinto-me nu. A armadura evaporou. A espada está caída no chão. Não estava preparado pra isso.
Mas como vocês já sabem, eu só abandono uma causa, quando deixa de me interessar. Definitivamente este não é o caso; não pode ser mais um caso. Eu nunca, nunca, senti algo tão intenso por uma pessoa! Por hora, estou indisponível pra todos vocês, e o depois, vai depender do Mr. Rowe. Eu te amo baby!

Meu doce príncipe
Nunca pensei que você me faria transpirar
Nunca pensei que eu faria o mesmo
Nunca pensei que eu me encheria de prazer
Nunca pensei que me sentiria tão envergonhado

Eu e o dragão, podemos mandar toda o dor embora
Então antes de eu acabar meu dia... lembre:
Meu doce príncipe, você é o único
Meu doce príncipe, você é o único

Nunca pensei que eu teria que retrair
Nunca pensei que eu teria que conter-me
Nunca pensei que isso poderia voltar em fogo
Fechar o buraco na minha veia

Eu e meu valioso amigo, podemos fixar toda a dor pra longe
Então antes de eu acabar meu dia... lembre:
Meu doce príncipe, você é o único
Meu doce príncipe, você é o único
Você era o único

Nunca pensei que eu poderia chegar tão alto
Nunca pensei que você iria fuder com o meu cérebro
Nunca pensei que isso poderia avançar
Nunca pensei que você iria quebrar as correntes

Eu e meu querido, costumávamos mandar toda a dor pra longe
Então antes de acabar com o meu dia...lembre:
Meu doce príncipe, você é o único
Meu doce príncipe, você é o único
Você é o único...

Crimes Passionais

Quando você colocar sua mão no fogo
Nunca mais será o mesmo
Existe uma certa satisfação; na dor
Posso ver você entender
Posso te dizer que você já não é o mesmo
Se você está com medo, vamos superá-lo
Eu só machuco aqueles que amo
Muitas milhas, por muitas estradas eu viajei

Caindo pelo caminho
Muitos corações, alguns anos se passaram
Me trazendo para hoje

Crimes passionais
me dão uma doce reação
Oh, crimes passionais
me dão tanta satisfação

Eu sou o demônio disfarçado.

Baby

(Escrevi essa música sem querer, mas não é sem querer, o meu amor.)

Na madrugada, ando sozinho pelas ruas desertas
passos vacilantes não são a causa do meu desequilíbrio
(Baby, eu sei que você pode)
Viro a esquina, existem várias putinhas da zona sul
Na escuridão da mente insana
é sempre bom manter contato com a escória
(Baby, isso é tão perigoso)
Turbilhão de pensamentos, furacão de sensações
A droga já não consegue suprir a carência
Acendo meus cigarros, na esperança de nos iluminar
(Baby, eu sou capaz de tudo)
Meu império está em queda
A coroa treme, e as espadas decapitam
Não vá e me deixe, e por favor, não deixe-me cego
(Baby, eu te amo.)

Battle for the sun

A volta da prole aos braços maternos. Valha-me Deus, é ridículo presenciar certos fatos. Mediante o desnecessário, penso no que devo e tudo rui. A mão que afaga, é a mesma que vareja a pedra, e que no turbilhão da verdade, não se dá conta do telhado de vidro sangüíneo. Ó ironia, tardas mas não falha, e a justiça miserável, do banquete só come a migalha. O cinzeiro de aflições curtas, transborda num pesar cretino, olho pro lado e me assusto, pois a decepção está sob velha forma. A cega confiança, que de Napoleão deixou apenas a ossada, sucumbiu à impetuosidade das palavras erradas. O enforcado já se foi, e ninguém assistiu ao enterro da última quimera. Paro neste momento, largo tudo pra trás, suspiro fundo e contemplo o sol. I will battle for the sun.

Dia após dia

Ébrio temporário, que na bebida busca esquecer, o destino que pelas costas lhe apunhalou. A uma hora dessas, por onde andará seu pensamento? Não se faz perguntas para as quais não se quer resposta. Guardo em mim, pensamentos que mandei pelos ares, intactos, nos mínimos detalhes. Ó Deus, por debaixo da frieza, existe tanta emoção. Tempo ao tempo, deixe-me só, o quê fui, não volto a ser.Dá tempo ao tempo, a saudade será tardia, dá tempo ao tempo, ele corre e não cansa, dá tempo ao tempo, pouco importa o que diz, o que pensa, dá tempo ao tempo, mas saiba que sou mortal, e meu sentimento é fictício. Pagarás por todo o mal que me fizestes, e desta vez, abro mão da vingança.

domingo, 5 de abril de 2009

259

Hoje é o dia do (meu) amor. [Esquadrinhando a escuridão, desvia-se dos obstáculos invisíveis, titubeando por atitudes insanas, a alma fere-se numa complexa rosa vermelha.] À emergência do desfecho, as correntes do desejo e da angústia aprisionam. A cela é pequena e fria. Este, definitivamente, não é o lugar para um rei, ainda que ele jamais tenha tido o poder total investido pela coroa. Esquecido pela glória e traído pela conspiração dos nobres, o rei ainda não curvou-se à mortalidade da forca. Vossa Majestade está doente e deveras magro, frente ao fato, os ardilosos e experientes neurônios fazem o possível para recuperá-lo. As tentativas estão sendo frustradas incessantemente, pois o coração e o cérebro, aparentam não poder resistir por mais muito tempo à eminência de invasão do reino. Lá fora, há um exército homicida de sentimentos, posto à ordem da realeza ameaçada, que por ironia ou não, ainda desconhece o real teor da guerra. As badaladas de um velho sino anunciam a meia noite, o exército, à mando do rei aprisionado em seu próprio castelo, marcha imperiosamente pelos campos escuros, além da forte muralha. De repente, à procura do inimigo algoz, as tropas deparam-se com uma bela rosa vermelha abandonada no chão. O exército evaporou. A muralha caiu. A nobreza sumiu. As correntes cederam. O rei abrigou a rosa no castelo. Hoje é o dia do meu amor (próprio).